Pessoas bonitas! Quanto tempo não apareço por aqui! Como vocês estão? Espero que todo mundo esteja bem!
Hoje com trazer a resenha de um livro SENSACIONAL! E a primeira resenha do ano tinha que ser do livro da Carol Teles(para quem não sabe, ela é autora da minha trilogia favorita!). A obra de arte que vamos conversar um pouquinho é Improváveis Deslizes.
Sinopse: Depois da trágica morte de sua irmã, Noah descobriu o que era culpa e ódio. Passou anos arquitetando como reparar o maior de seus deslizes, numa busca incessante que custaria a sua humanidade, e talvez a própria vida. Em meio a descobertas perigosas, jogos políticos sádicos e um leque de problemáticas relações familiares, o homem solitário tenta encontrar paz em meio a vingança, ignorando as pessoas que gostam dele, mas acolhendo qualquer um que possa vir a ser útil para seus planos. O que ele não esperava, era que as pessoas que viriam a ser úteis para seus planos, pudessem ser as mesmas que gostavam dele.
Sombrio, misterioso e com a narrativa caótica das mesas de poker, Improváveis Deslizes mostra ao leitor que nem sempre é possível procurar por monstros sem se tornar um no caminho. E que mesmo o mais lógico dos nossos erros, podem ser simplesmente improváveis deslizes.
Em improváveis Deslizes conhecemos Noah, um homem de 26 anos que descobriu que voar acalma seu demônio interior que surgiu após encontrar sua irmã, Bekah, morta afogada há dezesseis anos atrás.
Antes do acontecimento fatal, Noah e Bekah faziam parte de um grupo de meninos “excluídos” do bairro de Goiabeiras, eles se denominavam Improváveis. Eles eram um grupo seleto, diferente, mas com uma ligação que ultrapassava o explicável. Por isso, que quando o Chefe, Noahzinho sombrio do meu coração ❤, decidiu se mudar para outro estado com seu avô, os Improváveis se sentiram perdidos. De uma tacada só, eles perderam o recrutador e a alma florida do grupo.
Passados 16 anos, Noah volta para a cidade para cuidar de sua mãe, Abigail, que tem esquizofrenia e cumprir o papel de bom filho que Big Efe, Efraim, cobra dele. Já que é o político que paga as despesas da ex-mulher.
Mas nessa fase da vida do Noah, além de ter um demônio insistente dentro de si, ele continuará na sua busca contra o assassino de sua irmã e ele ainda encara uma vida dupla: a do mascarado que descobre e atrapalha todos os negócios no mercado negro do tráfico de drogas.
Não bastando tudo isso, ele terá que suportar Olga, a senadora mulher do seu pai, uma mulher que ele despreza totalmente. Seth, o seu meio irmão que parece ser fascinado por ele. E Zoe, filha de Olga que mexe com ele muito mais que ele gostaria de admitir. Você acha isso pouco? Acrescentamos então uma lista de pessoas improváveis querendo se reaproximar de Noah, logo ele que é fechado e acredita que ele não é digno de amizades ou um pingo de humanidade, já que nele não há. Palavras dele, porque eu discordo totalmente!
Com o apoio de Leandro, delegado da área de Narcóticos, Caio, o melhor hacker que Vitória (e o mundo) já viu, e os Improváveis, que é o grupinho de amizade que eu e você desejamos, Noah descobrirá que os motivos por trás das grandes tragédias nem sempre são dignos de tal consequência.
Noah também descobrirá que o pior pode vir de quem menos se espera e que quando mais se precisa, o improvável te ajuda.
“Os Improváveis não eram famosos pelo altruísmo, mas eram pela defesa dos seus.”
E que por mais escondido que esteja a verdade, ela vem a tona. Sempre. As vezes demora dezesseis anos, em outras a idade de uma criança. Ou até mesmo, um clique aqui e ali e voilá, aqui está a verdade! E pior que a consequência do motivo, a consequência que vem junto com a revelação da ver das tende a ser mais trágico. Tende a ser um improvável deslize.
ID é um livrão! Sério! Maravilhoso, sensacional, espetacular!
“E não somos todos loucos, Chefe? Apenas a moralidade determina se sua loucura vale a pena ser ouvida ou não.”
Com uma pegada mais dark, bem diferente do New Adult romântico A Mais Bela Melodia, Carol mostra sua genialidade e seu poder de se reinventar como autora. Improváveis Deslizes é um livro forte, com dores fortes e uma realidade latente.
Quantos Noahs não existem por ai injustiçado com a falta de resposta da justiça diante um crime?
Quantas Zoes, Emillys e Seths não estão sendo reprimidos por mães ou pais controladores?
Mais uma vez, e arrisco a dizer que sempre será assim, a Carol escreve um livro com uma problemática real e nos faz analisar como a nossa realidade se parece tanto com a ficção. A arte imitando a vida. E que arte essa mulher faz. Sou fã!
“Fechei os olhos com força e fiquei repetindo para mim mesma que deveria fazer do meus demônios meus amigos. Fazer dos meus medos minha fortaleza. Me reerguer através do caos.”
Quando terminei de ler o livro mandei uma mensagem para a Carol às 1h da madrugada e falei que o Noah tinha roubado meu coração. Sou Noahzete mesmo! E explico o motivo:
Por mais sem escrúpulos que Noah Hazim possa parecer, ele é a pessoa mais leal que se conhece. Talvez perca só para o Caio.
“Você ainda não entendeu que não está sozinho, não é? Jamais esteve, Noah. Vai parecer tão idiota quanto foi em o Titanic, mas se você pula, eu pulo. Todos nós pulamos desde o dia em que você nos resgatou do mundo.”
Noah não é em nada parecido com esse homem dos sonhos pintados por aí. Ele é egoísta, sórdido, tem uma mania de isolamento e acredita que não merece as pessoas que insistem em continuar ao seu lado. Você pode pensar que é insegurança, mas não é. Noah é um homem partido. Que sofreu e sofre as perdas que ele teve na infância. Em um pequeno intervalo de tempo ele perdeu o pai, irmã e mãe. Logo após o avô. Ele aprendeu a ser só e criou esse mecanismo de defesa e quando você percebe isso, você sente a vontade de olhar nos olhos dele e dizer, sem pronunciar uma palavra sequer, “estou aqui, sempre!”.
“Eu não era um homem, era o resto de um.”
O homem Hazim conquistou meu coração e fiquei em paz com o final dele. Não foi feliz. Tampouco infeliz. Foi real. Merecido.
“O limite do que somos capazes de sentir é calculado em cima da soma dos nossos medos dividido pela quantidade de vezes que nos rasgamos por causa deles.”
E falando sobre final, PESSOAS BONITAS!!!! Vocês vão ficar de cara com os acontecimento de um certo evento e vocês vão sentir tanto quando for revelado o assassino de Bekah, que vocês ficarão FALASÉRIOPORQUEESSAPESSOASAIMEUDEUSSOCORRO, ai vocês correrão para as redes sociais da Carol e vão ficar desesperados como euzinha fiquei! hahahahaha
Resumindo, esse livro tem uma pegada mais investigativa, mais pesada, só que com as mesmas características marcantes da escrita da Carol.
E se me permitem falar algo: arrisco a dizer, que ela melhorou ainda mais sua escrita! LEIAM!
O livro se encontra no Wattpad e no Amazon!
E termino essa resenha com uma fala do Seth, meu crush. (Acho e só acho que eu poderia encontrar um Seth já nessa vida. Que pessoa espetacular!)
“Ser mais do que você mesmo. Sempre mais do que você mesmo, mas sem se perder no caminho. Ser Improvável é ser uma junção de verbos que às vezes não fazem sentido juntos. É ser imutável , quebrado, sozinho, desgarrado… Mas também é ser inteiro, acompanhado, aberto e completo .”