Olá, pessoas bonitas! Tudo bem com vocês?
Hoje é dia de trazer a resenha do segundo livro da Trilogia Legado que me fez ler todos os 3 livros em apenas uma semana. Foram mais de 1000 páginas em 5 dias! Amo uma autora, amo uma trilogia!
Lembro que por se tratar de uma trilogia contínua – ou seja, um livro começa exatamente onde o outro termina – é uma missão impossível tratar desse livro sem conseguir falar dos acontecimentos do livro anterior. Você pode ler a resenha de Destino & Fúria aqui.

Sinopse: A destruição continua avançando sobre a família Bonnet. Diante da incerteza de Charlotte, todos os planos mudam e Carlos Eduardo terá que reverter todos os erros que cometeu.
Além de convencer Charlie a voltar atrás, terá que descobrir o que farão para que sua irmã não se case com seu ex amigo. E no meio disso, impedir a queda do império.
O inimigo mirou em outro alvo; ele continua sem rosto e sem voz, mas desta vez ele vem para terminar o que começou com Charlotte.
Charlie vai se envolver no meio de um jogo e enquanto observa os peões caírem a sua volta, tenta se manter sã e viva. A única coisa que eles sabem é que precisam encontrar seu inimigo antes que ele vença esse jogo. Só precisam descobrir por onde começar.
Em Destino & Destruição, por um mal-entendido, Charlie e Carlos Eduardo se desentendem, o que desencadeia uma sucessão de eventos que não foram planejados. Cadu, Charlie, Maria Alice e Dan precisam expor todo o plano para Mathéo Bonnet, fazendo assim com que mais pessoas saibam que a cura para a praga que assola o império da família de Cadu vem de Charlotte Debet. A mulher que antes era tida como impostora, é a única que pode salvar a todos.
“Tragédias nos destroem por inteiros, as vezes sem chances de voltar.”
Mas a relação de Cadu e Charlie ainda está longe de alcançar um nível de estabilidade, após a rejeita de Charlie ao pedido de Cadu e sua volta ao amanhecer com Lucca Guerra – um antigo amigo do Herdeiro e Dan, mas que nunca tiveram uma relação de amizade sincera – fazendo com que, além de mais uma pessoa envolvida que é a confusão da vida dessas pessoas, o falso casal precise deixar bem claro que antes de mais nada, a confiança é necessário em qualquer tipo de relação. Verdadeira ou não.
“Quando uma pessoa diz para você que não aguenta passar por aquilo sozinha, você segura a mão dela. Soltar é romper. E nós rompemos quando você não confiou em mim.”
Com Charlie assumindo os estudos da fórmula, Cadu assumindo o lugar do pai na presidência da empresa, Maria Alice e Dan procuram um jeito de fazer o que desde o começo do plano era a parte que os envolviam: casar-se. Mathéo não vê mais benefícios nesse casamento, ao menos não tanto quanto o casamento com um outro certo herdeiro, contudo, Dan não aceitará isso tão facilmente. Não mesmo.
“Só a mínima ideia de deixá-lo, me enlouquece. Vou até o final e eu vou sobreviver.”
Vocês conhecem a Lei de Murphy? Não há nada tão ruim que não possa piorar. Charlotte sente isso na pele. Todos os dias. Todo dia matando um leão diferente para poder se manter viva e manter vivos a quem ela tem tanto apreço. E tudo isso porque o criminoso que criou a praga não quer que ela acabe e por isso ameaças começam a ser feitas e o terror que é ser a Charlie passa a ser sufocante em tantos níveis.
“― Seu irmão não é preciso como um cálculo matemático. Cadu é volúvel de várias maneiras. Ele tem as próprias ideias sobre a vida, sobre como se sente. Não é como se eu fosse parar em sua frente, confessar algo e ele fosse receber como a melhor notícia do século.”

E eu simplesmente não consegui largar esse livro, pois tudo segue um ritmo frenético demais e que me envolveu de um jeito que eu nem sei explicar direito. Todos os personagens são adultos, vivem facilmente nas suas casas dos vintes anos, mas é interessante ver o amadurecimento deles conforme as situações acontecem. Conforme tudo desmorona e se reconstrói em escalas de tempos pequenas e intensas.
A Andreia conseguiu criar um universo onde todas as pontas deixadas pelo primeiro livro foram ainda mais reforçadas nesse segundo e com a curiosidade ainda mais forte para os leitores. Termino esse segundo livro tendo forte palpites sobre a inclinação do caráter de vários personagens, mas sem um palpite certo de quem seria o mandante por trás de todo o desastre que está acontecendo. E isso para mim é perfeito! Ainda que tenha me deixado super angustiada e pedindo um milhão de spoilers para a autora hahaha
“O mundo é nosso ringue pessoal sem agressão física, imagina se introduzirmos agressões, chegaremos a um nível meio animalesco.”
Um outro ponto que considerei alto foram os poucos, mas existentes, momentos leves que esses personagens viveram. No inferno pessoal de cada um, ter momentos que se assemelham ao Paraíso é tudo que a gente mais quer. Tudo que a gente mais precisa.
“Jamais trairia alguém que amo, estou fazendo tudo isso para que ele não caia, tudo para que viva, porque é sobre isso esse sentimento, às vezes, amar é sacrificar um pouco de si. Tudo está perdendo o sentido para mim, ou na verdade, talvez nunca tenha tido.”
E eu só posso dizer uma coisa: a Andreia só melhora nessa trilogia. Santo Senhor, obrigada por me fazer ler essa obra divina!
“Para mim, o bom jogador não é aquele que questiona as regras, mas que as quebra independentemente de qualquer coisa, e é exatamente o que Ali faz.”
Os livros estão disponíveis na sua versão digital pela Amazon, assim como os demais livros da autora.







