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    [Resenha] Raio de Sol – Kim Holden

    Olá, pessoas bonitas! Tudo bem com vocês? Hoje eu decidi falar de um dos livros que mais mexeram comigo nesses últimos dias, que pegou meu coração e amassou feito massinha de modelar. Raio de Sol escrito pela Kim Holden foi a obra.

    Sinopse: Segredos. Todo mundo tem um. Alguns são maiores que os outros. Alguns, quando revelados, podem curar você…E outros podem acabar com você. ‘Faça épico’, costuma dizer Kate Sedgwick quando quer estimular alguém a dar o melhor de si. Nascida numa família-problema, com direito a mortes e abandono, a garota de dezenove anos sempre buscou fazer a diferença. Em vez de passar os dias lamentando os infortúnios da vida, como tantos fariam em seu lugar, sempre vê as coisas pelo lado positivo – não é por outro motivo que Gus, seu melhor amigo, a chama de Raio de Sol. E é por isso que, quando passa na faculdade e se muda da ensolarada San Diego, na Califórnia, para a fria cidade de Grant, em Minnesota, ela leva consigo apenas boas lembranças e perspectivas. O que ela não espera é que será surpreendida pelo amor – único aspecto da vida em relação ao qual nunca quis ser otimista – ao conhecer Keller Banks, um rapaz que parece corresponder aos seus sentimentos. Acontece que tanto ele quanto ela têm um segredo. E segredos, às vezes, podem mudar tudo.

    Raio de Sol nos contará a lindíssima e inspiradora história de Kate Sedwigck, uma jovem que mesmo em sua baixa estatura carrega dentro de si uma grandiosidade de todos os moradores de uma cidade mediana. Kate se muda da ensolarada San Diego para a fria Grant em busca de realizar um dos seus sonhos, estudar na faculdade e viver uma experiência que não deveria ser privada de ninguém.

    Em Grant, é impossível que todos não se apaixonem pela Kate, ela é energética. É feliz. É iluminada. É verdadeiramente um Raio de Sol, assim como seu melhor amigo, Gus, a chama. Talvez seja sua forte paixão por cafés pretos, sua vontade de não depender de ninguém, a imersão que entra quando dança ou sua incrível moda única que faz com que todos os seus amigos a olhem de modo diferente, mas a gente sabe, é o modo como ela leva a vida. É sobre o quão forte a vida pode bater e ainda assim levantar e encarar tudo como se não passasse de um tropecinho qualquer.

    E você pode pensar que isso é uma história de romance. E talvez até seja, mas é um amor pela vida, sabe? É querer poder viver tudo como se fosse a última vez. É querer fazer tudo épico. E ela faz. E por isso que mesmo que os baques sejam grandes e fortes e deixem muitas marcas, nunca é sobre eles, é sobre as pessoas que nos estendem a mão para nos levantar. E a Kate é rodeada dessas pessoas. Que a amam e que são iluminadas por ela.

    “E a vida é divina. Todos os dias, todos os minutos, todos os segundos.”

    Conforme eu fui lendo, fui sendo envolvida pela energia maravilhosa e as grandes lições que vinham dela e fui percebendo, aos poucos, o porquê de ela levar tão a sério tudo em que ela acredita. Nós precisamos nos sentir vivos. Sentir a alegria das pequenas coisas, admirar a beleza do pôr do sol ou só cantar uma música com a pessoa que você ama.

    “Descobrir uma coisa nova é como magia. A música está no mundo para ser ouvida, e sou da opinião de que o maior número de pessoas devia ouvir. De tudo. Porque música é uma coisa poderosa. Conecta as pessoas.”

    E por falar em amor, amar sempre foi a consequência de todas as ações da Kate – ou Katie ou Katherine como os seus amigos a chamam –, essa mulher é puro amor! E conhecer Keller Banks e seus horários regrados e os mistérios que o envolvem foi consequência de uma amizade despretensiosa e flertes maneiros, cara. E quando eles estão juntos, eles são. E ser é muito melhor que estar. É um nível a mais.

    “Ouço o amor na voz dela. Meu coração fica feliz quando as pessoas sentem esse tipo de amor. É raro. As pessoas não dedicam tempo a encontrar algo assim. Ou deixam escapar com facilidade ou não sabem o quanto é precioso quando o têm.”

    Contudo, eu acho – e tenho quase certeza – que a grande lição desse livro se resume a amizade. Eu sou uma pessoa que em tudo valoriza a amizade em primeira opção e sempre consigo me conectar com personagens assim. E as aventuras desses dois, ainda que nem sempre boas, são a prova que amizade é estar junto, estar perto, estar presente. Ainda que não mesmo lugar. E a amizade linda de Kate e Gus fazem o nosso coração aquecer em exatos todos os momentos. Faz com que a gente tenha a certeza que é real e a gente pode sentir isso do outro lado. Eles já passaram por muitas coisas e viveram tantas outras e isso tudo só afirmou o que eles já sabiam: o amor é o sentimento mais forte.

    “gosto de pensar em Deus como meu amigo. Não sou religiosa; só falo com ele com frequência. Peço muitos favores. Às vezes, as coisas funcionam a meu favor, e às vezes, não. É a vida. A gente só precisa aproveitar ao máximo”

    Eu acredito que por mais que eu tente, por mais que eu escreva sobre esse livro, ainda assim não conseguiria passar todas as emoções que senti lendo-o. Foi um dos livros mais palpáveis que li, foi um dos que mais me conectei e ainda que a razão queira falar em alguns momentos referente a alguns pontos desse livro, a emoção ganha. Ela sempre ganhará.

    “Não posso deixar o ruim me consumir, senão acabaria comigo. O ruim fica no canto ruim da minha mente, não deixo que passe pela porta para se misturar ao bom, porque o ruim é um estraga – prazeres.”

    Raio de Sol me fez pensar em tantas coisas, me fez querer viver épico, me fez querer e parar de entrar na rotina. Me fez querer sair aleatoriamente e fazer coisas só pelo impulso de fazer. A vida é um sopro e passa quando menos esperamos. E não podemos deixar que as coisas ruins sejam maiores que tudo de bom que vivemos e passamos. Kate passou por muitas situações, situações que pessoas normais não aguentariam nem metade, não sem reclamar e sempre questionar o motivo de ser com elas e não com outras. Mas não a Kate, ela não. E este é o segredo dela: ela sempre vê o lado bom das coisas.

    “Não fique reclamando. Vá lá e faça. É seu trabalho.”“Sinta a dor, mas não se agarre a ela. A dor sufoca a vida. Deixe que passe”

    O livro escrito pela Kim tem um dos gatilhos que mais me emocionam e me desestabilizam e quando chegou nos 85% do livro eu simplesmente não consegui manter o ritmo de leitura que estava lendo, eram muitas emoções, e mais um vez, senti meu coração sendo modelado pelas mãos de crianças que brincam com massinha de modelar, ainda assim, foi uma das experiências literárias mais maravilhosas que tive.

    “— Ela é um exemplo de positividade. É todo raio de sol. Ela não só vê o lado bom das coisas … ela mora lá.”

    O livro é escrito na forma de dias, quase como se fosse um diário e em sua maioria é pelo ponto de vista da Kate, mas também teremos partes pela perspectiva do Keller e livros escritos nesse modelo de diário, a leitura é mais íntima, sabem? Toda a história se passa em pouco mais de 5 meses, mas como eu sempre digo, tempo não define intensidade.

    “Não quero ficar triste, porque na verdade … tenho uma vida bem incrível. Hoje, minha vida é incrível. Não quero pensar no amanhã. Nem no dia seguinte. Então, repito para mim mesma: Hoje, minha vida é incrível.”

    Kate Sedwick, obrigada por me inspirar com sua história. Prometo fazer épico!

    “— Eu tento, cara. Eu tento.
    — Todos os dias, todas as horas, todos os minutos, eu tento.
    — Faça épico —”

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    [Resenha] #Acredite – Eliane Quintella

    Olá, pessoas bonitas! Tudo bem com você?

    Hoje é dia de mais um post e o de hoje é a resenha de um livro que recebemos em parceria e a leitura foi feita de modo muito agradável.

    Sinopse: xiste um mundo mágico, mas seu povo é dividido de acordo com seus poderes. Braites são mágicos mais poderosos e dominam a energia da transformação. Lalulis conseguem fazer apenas as magias simples. Os Braites mantêm sua magia forte, pois cultivam a leveza, a harmonia e a alegria, já os Lalulis não são capazes de aumentar seu poder de magia, pois são pessimistas por natureza e preferem se deixar dominar por sentimentos pesados a serem fúteis como os Braites.

    Nesse mundo dividido, Pamela, uma jovem braite, se apaixona por Raul, um Laluli. Porém, os dois acreditam que o amor é uma força poderosa e estão dispostos a desafiar a ordem das coisas ficando juntos.

    O casal é submetido a duras provações que desafiam a força do amor e a crença que separa aquele mundo. Um livro que tem a força dos contos de fadas e nos inspira a acreditar em nós mesmos e na vida que nos cerca.

    #Acredite foi vencedor do The Wattys 2018 na categoria The Heartbreakers. O The Wattys Award, reconhecido como “Oscar da literatura online”, é realizado anualmente e é a maior premiação global da plataforma Wattpad para celebrar a criação de histórias.

    #Acredite nos leva a mundo mágico, onde existe dois tipos de povos com poderes: os Braites, são os seres mágicos mais poderosos e conhecidos por serem coloridos e sempre estarem emanando energias positivas; e os Lalulis, seres mágicos, mas que possuem magia apenas para fazem coisas mais simples. Ainda que eles possam estudar na mesma escola, conviverem no mesmo local, eles não podem se relacionar, visto que quando um Braite se envolve com um Laluli, ele suga toda a magia que existe no ser mágico mais poderoso. Mas porquê?

    “Eu vivia todos os dias só para sentir esses momentos mágicos e se eu não o via, dava um jeito de descobrir onde ele estava, só para espiá-lo.”

    Pamela é apaixonada pelo Raul desde, bem, um tempo e aparentemente Raul também corresponde. Mas como ficarem juntos quando tudo coopera para que não? Mas todos nós sabemos é o amor o sentimento mais forte do mundo e quando eles se beijam, eles sabem que essa relação não pode ser errada. Não pode.

    “O amor é a força mais poderosa que existe. É o amor que te faz acreditar, perseverar, nunca desistir e ir além do que achava ser tuas capacidades e alcançar aquele sonho dourado que parecia impossível.”

    Conforme fui lendo, consegui perceber que a mensagem que a autora queria passar é que quando conhecemos quem somos e acreditamos no que sentimos, podemos mudar o mundo! Raul e Pamela quando assumem o relacionamento, muitas coisas acontecem e eles verão que nem tudo sai como planejado, mas que não podemos perder nossas esperanças no que acreditamos e devemos sempre batalhar por isso.

    “Eu queria viver esse meu amor intensamente, sem limites, sem barreiras, sem preconceitos, que eu fosse mais uma Braite que se perdeu na estrada do amor, que eu fosse abduzida, vilificada, sufocada por ele, não importava, fosse o que fosse não tinha mais volta, se Raul não vivesse, eu estaria para pronta para enfrentar o mundo inteiro e, é claro, meus pais.”

    Gosto muito, muito do que foi proposto nessa história e adorei poder acompanhar a determinação de nossa personagem em busca daquilo que ela acreditava, a única ressalva que coloco é que acredito que se certas cenas fossem ainda mais desenvolvidas, seria ainda melhor. Mas ainda assim, a mensagem foi passada e fui impactada pela mensagem e não poderia concordar ainda mais com a Pamela: quando acreditamos em algo, tornamos isso real.

    “Acreditar faz toda diferença e é a chave para tudo. Vocês sabem agora, Lalulis eram Lalulis porque acreditavam que eram; e Braites eram Braites porque acreditavam que eram.”

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    [Resenha] Constelações de Gritos Mudos – Carol Teles

    Eu juro que estou tentando criar coragem e organizar as palavras para falar deste livro por aqui.

    Eu já falei tantas vezes por aqui que a Carol Teles é minha autora favorita, então quando ela lançou Constelações lá no Wattpad (aliás, viram meu post de Primeiras Impressões?) eu simplesmente loguei na laranjinha e comecei acompanhar. Então quando saiu na Amazon, eu corri para comprar o meu e esperei passar minha prova para devorar este livro. E olhem, eu virei estrelas, virei pó, flutuei… Eu fiz tudo, virei tudo, só não estava em mim quando acabei. E eu vou tentar nessa resenha dizer o quão forte esse livro me pegou.

    Sinopse: Eles sempre dizem que no interior, as estrelas brilham mais. Em Novo Airão, distrito perdido no meio do estado da Amazonas, três coisas estão acontecendo: ricos são sorrateiramente roubados, uma garota esquenta mais camas do que poderia contar e um grupo de alunos montam um clube noturno para escorregarem de seus dormitórios sem supervisão.

    Até que um dia o mundo de Artie e seu grupo de Astronomia cruza com o de Sylvia. Eles pensavam que seria um simples arranjo. Afinal, o que mais estudantes ricos teriam em comum com a garota mecânica que lubrifica muito além de que “motores” numa cidade pequena? Absolutamente nada. Mas em Constelação de Gritos Mudos vemos uma história de seres que orbitam entre si, sem nunca pertencerem a qualquer lugar. Ao ler esse livro vai descobrir que é na escuridão que se move a verdadeira luz. E o que antes parecia desconexo, lentamente vai dando lugar a uma reunião de dores mudas e gritos sufocados.

    Sylvia Álvares é uma baita mulher. Matando todos os demônios na base da unha suja de graxa e sendo a maldita Gina (vide a música de Chico Buarque, A Gina e o Zepelim) do Novo Airão. Sylvia tem 19 anos, mas carrega dentro de si bagagem emocional de uma mulher de 40. Tendo tido uma das piores infâncias que li, ela buscou forças dentro de si e encontrou. E a cada vez que ela fazia um homem gozar, era um demônio que ela exorcizava e dizia:
    Meu nome é Sylvia, gosto de cactos, de dançar embaixo da chuva e de banhos de cachoeira. Sou inteligente e estou crescendo. Continuo viva e vou ficar bem.

    E de Syl, a melhor mecânica do Amazonas, vamos para o Tenreiro, o Colégio Internato que só os meninos mais poderosos do Brasil poderiam estudar. E são justamente por terem tantos poderes que o vazio que eles possuem são preenchidos com coisas que fogem da minha capacidade de compressão. Acho que precisar trabalhar e estudar ao mesmo tempo me fez ver tudo por uma perspectiva; crescer com o mundo aos seus pés e com tudo que o dinheiro pode comprar, fez eles verem o mundo sob outra.

    Atticus, Leônidas, Thomas, Baltazar, Etiénne, Nikolai, Vicent e Louis são os integrantes do Clube de Astronomia mais fajuto do mundo, porque o Clube é somente uma fachada para o que acontece por trás: esses oito meninos lindos e com uma alma maior que o corpo são os Garotos Perdidos do Novo Airão, conhecidos por roubarem dos ricos e darem aos pobres. Os Robin Hoods amazonenses.

    “Etiénne levando seu bastão de madeira, Balta seus punhos de aço, Nico sua raiva, Leônidas sua capacidade de pensar rápido, Louis a de subir em qualquer lugar, Thomas sua rapidez e Artie seu zelo por cada um daqueles caras. Vicent e Úrsula estavam posicionados em frente às câmaras.”

    Cada um desses meninos tem seus motivos particulares que os fazem integrar o Clube; seja por rebeldia, seja por um desejo e poder de comprar o mundo, seja porque participar de um grupo assim preenche seu vazio; seja porque roubar é muito mais fácil do que enfrentar seus pais.

    Ainda que sejam oito meninos pertencentes ao Clube, a história segue com um foco especial em Atticus, nosso mocinho liiindo, e Leônidas, o cara que compra todos aos seu redor e mantém dentro de si uma lealdade invejável. E não, isto está longe de ser um triângulo amoroso.

    Quando Sylvia socorre o carro de Artie com um micro short e sem calcinha e ainda mantém contato com ela, ele sabe, sabe que não tem mais para onde fugir. Logo ele que foge de investimentos de risco, se envolve, e deseja, o que oferece o maior dos riscos.

    “Sylvia ainda era um investimento de risco, o maior deles. Eu, logo eu que sempre arriscava nas coisas seguras em termos de coração, estava de quatro pelo pior tipo de investimento feminino a que já tive contato. E sendo bem sincero, estava mandando se foder minha análise de riscos!”

    E quando Artie percebe que a garota dona do maior número de caras já dormidos é muito maior que somente esses números, quando todos os meninos percebem isso, é impossível que ninguém a queira por perto. A Sylvia não é uma donzela em perigo, ela é uma alma solitária vagando pelo mundo precisando que alguém a puxe para perto e a diga que ela não está só. Que a prove que ela não só.

    E ver essa amizade de todos eles crescendo e fluindo são momentos que só de pensar surge um sorriso bobo no meu rosto, porque amizade para mim é isto, é ser leve, é ser bobo, é ser bom. E esses meninos me provaram um novo tipo de amizade, de companheirismo e eu garanto a vocês que é impossível você não se envolver e não desejar fazer parte desse grande grupo.

    “Noah tinha razão … família é um negócio que vamos passar metade da vida odiando, e metade morrendo de amores. Era esse puxa e encolhe que nos fazia ser uma família, e era o motivo de ainda hoje, depois de tudo o que passei, ser inteiro. De ainda hoje, depois de tudo o que Sylvia passou, ela continuar em pé. Ela saiu de alguém sem laços para alguém com muitos. E nós seriamos o puxa encolhe dela. Seríamos o que ela precisasse da gente.”

    A lealdade entre amigos é um assunto corriqueiro entre os livros da Carol, e particularmente esse é um dos motivos que me faz amar ainda mais as obras da autora, ela aborda a amizade como o principal amor e valor e eu me identifico muito nisso. Não é uma história de amor entre um homem e uma mulher, é uma história de amor entre um grupo de homens e mulheres que se escolheram para apoiar-se e enfrentar os grandes, pequenos, maravilhosos e péssimos momentos.

    Contudo, podemos perceber outro tema muito forte e que foi superbem retratado: o feminismo e poder da sororidade. Gente, que livro perfeito! Sylvia é uma mulher totalmente fora dos padrões impostos pela sociedade, pois bem, mas ainda assim é para ela que Virginia, sua única amiga de anos em Novo Airão, e Donna, namorada do Thomas, correm quando tudo apertam. E como Sylvia sabiamente fala em uma das grandes cenas do livro, “mulher se sente melhor quando tem outra mulher”. Ainda que haja muita disputa entre mulher (coisa que jamais deveria haver) ainda nos sentimos melhor e mais seguras com outras de nós no mesmo recinto. E ver a interação dessas meninas é de aquecer o coração. Ser mulher dói, mas ninguém pode dizer que somos fracas. Não. Fraqueza nem existe em nosso dicionário.

    “Elas eram sobrenaturais em sua essência, trabalhando sempre com a ideia de eu existem coisas que não eram possíveis alcançar, e outras que mesmo que também fossem impossíveis, elas alcançariam mesmo assim. Esse era o superpoder delas… a incrível arte de se regenerar.”

    E claro que eu precisava falar do romance porque se a Carol é simplesmente perfeita ao nos contar sobre fortes laços de amizades, no romance essa mulher nos faz suspirar demais. Mas como também é de praxe, Carol não sabe criar personagens que caiam de amores rapidamente; eles demoram, mas quando caem…é um tombo. É um verdadeiro e lindo tombo. O romance de Sylvia e Artie é próprio deles. É recheado de poder, abrir de mãos e primeiras vezes. Se apaixonar nessa idade pode não trazer mais a ideia de ser para sempre quando temos 14/15 anos, mas traz toda intensidade. E Teodósio e Alvares são intensos. E romance deles não somente aquece meu coração, como incendeia.

    “Aquilo não era uma transa. Passava muito longe de ser uma. Era algo celestial. Algum daqueles efeitos cósmicos dos quais Artie sempre gostava de me explicar enquanto assistíamos filmes sobre o espaço. Ele jamais percebendo que o universo que eu amava nada tinha a ver com Guerra nas Estrelas ou Jornada nas Estrelas. Era ele, sorrindo enquanto falava de astros e supernovas.”

    E esse foi definitivamente o livro da Carol que mais me tirou do chão e eu julguei ser impossível. Gente, A Mais Bela Melodia acaba com qualquer um! Mas ainda assim Constelações de Gritos Mudos veio para me provar que todos nós podemos nos reinventar e a Carol é mestra nisso.

    O que esse livro nos reserva, um acompanhante de todas as obras da Carol, é inexplicável. Só de lembrar vem mais lágrimas nos meus olhos, é uma surpresa mais que agradável em um momento de muita tensão. Aquela famosa luz incandescente no fim do túnel. E eu simplesmente me vi torcendo para essa luz alcançar os personagens logo. Me alcançar logo de tão envolvida que fiquei. Podem perguntar a Carol se quiserem, mas eu simplesmente surtei. Mandei inúmeras mensagens e eu simplesmente não conseguia parar de chorar. E eu nem sou tão fácil de chorar assim com livros. Quem dirá lendo um nome?

    “Sylvia era o motivo. Ela fez o Artie que se escondia dentro de mim pular para fora e assustar o bicho papão que vinha me cercando há anos. Ela era um condutor de coragem. Foi para mim, para os meninos, para Donna, Eva, Virgínia e até para Érika. Ao lado de Sylvia, todos éramos melhores, porque o que saia de sua boca e do seu coração, passou a ser nossa religião.”

    Como a história promete ao trazer um novo tipo de Robin Hood – na verdade, oito Robin Hoods –, teremos algumas cenas onde será possível nossos Garotos Perdidos em ação e Carol simplesmente brilha! Porque ela entrega cenas de uma qualidade de quem escreve isso há muuuuuuito tempo, e com exceção de Improváveis Deslizes, que possui uma veia mais puxada para essas cenas de ações (até hoje me arrepio com uma certa cena narrada pelo Narrador), Constelações nos entregou cenas de deixar queixos caídos e inúmeros questionamentos de onde poderíamos encontrar garotos assim. Se vocês souberem, por favor, me avisem!

    “Olhei para aqueles meninos que eram mais do que meus amigos. Mais do que irmãos. Eram as outras estrelas do meu céu, e que naquele momento estavam pensando em me tirar de sua constelação de maneira provisória e me transformar em estrela cadente, na intenção de me ver bem.”

    Como tinha dito, eu acompanho a Carol desde meus 13 anos e isso já contamos 5 anos, então eu sei que as obras delas são narradas pelos personagens principais e também sei que quando o Narrador entra em ação, meu coração vai errar várias batidas. Foi assim no prólogo quando temos um vislumbre de como e quando se iniciou a jornada de herói da Syl e é assim quando chegamos na grande Cena de Constelações. Eu nem vou falar nada sobre a grandiosidade desta cena, porque:

    A) isto seria spoiler e dos grandes;
    b) porque eu não sei. Já faz uma semana que terminei este livro e eu ainda não sei falar com clareza sobre tudo que este livrou causou em mim. Mas o que eu sei é que este livro é um dos melhores que já li na minha vida e para superar ele vai ser difícil.

    “Um bando de garotos falando sobre Vingadores e Playboy. Aquilo parecia péssimo, mas exatamente por causa disso, parecia promissor. Éramos garotos, mas tínhamos habilidades que poucos tinham. Podíamos fazer coisas que poucos faziam e se existia uma mínima chance de salvar Sylvia, com aquilo, nós faríamos. Por sermos Garotos Perdidos, Improváveis, Vingadores ou Bárbaros, como Virgínia dizia. No final das contas isso tudo só queria dizer que tínhamos um grupo disposto a morrer por uma causa . . . e a salvar por ela.”

    No mais, eu odiei ter que me despedir desses meninos, mas sei que isso é um até breve. Sei que a Carol vai trabalhar com ele em mais algumas obras, assim como trabalhará com outras de minhas grandes paixões. Acredito que o único ponto que poderia ser mais trabalhado seria os outros garotos do Clube, mas isso deve-se ao fato de ter me envolvido com cada um, então eu queria demais que eles aparecessem mais.

    “Éramos, como Fox dizia, um emaranhado de fios que se interligavam em pontos específicos. Nós chamávamos de linhas de estrelas. E ficaríamos assim pelo resto da vida. Brincando ao redor da fogueira ou em campos de soja cobertos de chamas.”

    Sei que Constelações de Gritos Mudos causou em mim grandes emoções e ao terminar a leitura fiquei em torpor e isso se deve demais ao fato do que a Carol nos reserva nos últimos 10% deste livro. Foi uma coisa que eu jamais esperava e que quando aconteceu eu simplesmente não parei de chorar.

    Só vim parar no epílogo. É mais uma vez a Carol Teles nos provando porque ela é uma das melhores autoras desta década para mim; é a Carol mais uma vez provando sua grandiosidade e nos provando que gravidade e astronomia são somente conceitos quando se tratam de suas obras. Eu flutuei e virei estrelas e se eu olhar bem para dentro de mim ainda sou capaz de ver poeira estelar me rodando.

    “Sim … eu existia. E pertencia aquela constelação de gritos mudos que eu ajudei finalmente a gritar.”

    No fim, o que sempre é o começo, esses jovens nos mostram que nossa jornada de herói começa em fases diferentes da vida para cada um. Mas ela começa e quando menos esperamos, estamos enfrentando nossos demônios, enfrentando os noves círculos com uma coragem que só um herói possui. A certeza de saber que nunca estamos só e a coragem de ganhar o mundo. E fazer valer cada mísero e valioso segundo de nossas vidas. Somos todos heróis, em nossas próprias jornadas.

    “Engraçado é que eu estava pensando em jornadas de herói nesse minuto e como é difícil continuar depois que a jornada acaba. Voltar a ser normal depois de ter sido anormal.”

    Meu único desejo além de que você leia este livro agora mesmo? É encontrar meu Sirius B. Espero que ainda seja nessa vida.

    “Esse discurso enorme é só para que você saiba que eu orbito em sua volta, Sylvia, como Sirius A em volta de Sirius B, e vice e versa.”

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    [Resenha] Te Juro Amor em Silêncio – Raiza Varella

    Olá, pessoas bonitas! Tudo bem com vocês?

    Estou aqui pensando em como vou conseguir passar para esta resenha tudo que senti lendo esse livro. Juro a vocês! Te Juro Amor em Silêncio da Raiza Varella foi facilmente o melhor livro do ano para mim. E esse ano eu fui premiada com muitas leituras boas!

    Sinopse: Ele é um príncipe do diamante — o caçula dos quatro herdeiros da renomada Joalheria Benite’s e de um magnata joalheiro mundialmente famoso pelos fabulosos anéis de noivado que desenha. Ela não sabe disso ainda, mas escuta absolutamente tudo que acontece no apartamento dele.
    Ele também não sabe disso ainda, mas vai descobrir.
    Ela é advogada de crimes do colarinho branco na renomada Xavier&Pallace.
    Ele é residente em neurocirurgia no Hospital Memorial Baltazar Mercury.
    Ela é uma beata doce e falante.
    Ele é um pecador amargo e silencioso.
    Ela é ingênua.
    Ele não.
    Ela é corintiana.
    Ele é palmeirense.
    Ela sempre quis um cachorrinho.
    Ele odeia animais.

    Ela dá nomes próprios para suas coisas favoritas.

    Ele é um nojo com o carro que não permite que ninguém dirija.

    Ela gosta de desenhos animados e de balões.

    Ele gosta de brincar com um chicote.

    Ela sempre quis ser amada.

    Ele não sabe amar.

    O coração dela é puro.

    O dele não bate mais.

    Bem-vindos a uma história de amor divertida, quente e nada convencional.

    Tudo nela é lilás.

    Por aqui só toca o Kiss.

    Te Juro Amor Em Silêncio (TJAS) começa com um breve diálogo do Joalheiro, Joaquim Benite, que é dono de uma das maiores redes de Joias do mundo, a Joalheria Benite’s. Nesta introdução ele nos apresenta seus filhos e nos avisa várias vezes que se pensarmos em ter filhos, que escolhamos ter plantas. Doido, né? Mas acredito que essa foi a forma dele nos avisar que ser pai é entrar num iate (oh, que saudades ele sente de iate!) totalmente despreparado sabendo que uma forte tempestade virá e ainda assim você optar por ir. Acho que essa foi a forma dele nos alertar o que viria por essa história, mas olha, a forte tempestade veio, destruiu meu iate, conseguiu me jogar na areia de uma ilha perdida pensando estar salva. Assim como ser pai (e isso é pura dedução, já que eu sou uma mulher e Deus me livre de ser mãe aos 18), ler esse livro foi me jogar nas incertezas da vida e ser inundada de tanto sentimento. Gritados e silenciados.

    Como dito, a história se inicia com Joaquim e isso se deve ao fato que há 22 anos atrás, ao vir para o Brasil em férias forçadas ele o que carinhosamente chama de rumo. Átila Benite é o mais novo dos lindíssimos quatro filhos do Joalheiro, Átila, Romeo, Gael e Leonardo. Filhos esses que aprontaram demais, fazendo com que seu pai, além de ter adquirido cabelos brancos antes dos 50, comprasse um prédio para se livrar dos seus filhos. Ai, gente, eu queria um pai assim hahahah

    “— Minha habilidade para o mal, sua inteligência, a mão leve do Leonardo e a coragem do Gael faz de nós quatro a equipe perfeita para esse tipo de serviço.”

    O Neném da família é um talentoso médico – neurocirurgião infantil –, apaixonado pelo seu carro, assim como toda a estabilidade que ser um Benite lhe proporciona. Ainda que ele jamais use o termo “apaixonado” e seus similares. Então ao se mudar para o Edifício Souza’s Pallace, Átila continua seguindo com sua vida da forma que sempre foi. Cobrindo seus turnos no Memorial Mercury – hospital onde trabalha –, fazendo suas caminhadas e curtindo um bom sexo que todo homem solteiro e bonito gosta. Até aí nenhum problema, né?

    Bem, não para o Átila, mas para sua vizinha de andar, Roberta Brasil tem todo o problema do mundo. Já que o morador do 7B parece não ter muito conhecimento sobre o manual de convivência dos vizinhos. Roberta escuta todas as transas do Átila, ou como ela chama, Mr. Foda Fantástica e isso a perturba demais. Já que como a boa advogada que é e trabalhando em um dos maiores escritórios de advocacia, tudo que ela mais deseja quando chega em casa é poder descansar em paz. Porém, parece que seus pedidos nunca são ouvidos, até bem…, um encontro nada casual em um elevador que parou no meio do seu trajeto.

    Roberta é linda em toda sua bondade, ingenuidade e coração grande, suprindo uma forte dor que a acompanha por toda vida, a linda Robie nunca deixou de acreditar que um dia teria sua família e que faria de tudo para que os seus jamais soubessem o que não sentir amor. Com uma mania fofa de dá nome para tudo, é impossível para Roberta não conquistar todos ao seu redor, por isso quando ela desabafa para um senhorzinho fofo que sempre varre o prédio na frente do Edifício o quanto anda sendo difícil ficar na casa dela, ela nem desconfia o quanto que sua vida mudará.

    “Não posso segurá-la para sempre. Eu a agarrei em meio à queda livre e sei que em algum momento a gravidade vai me obrigar a soltá-la, porque, a partir de agora, é apenas uma questão de tempo até nós dois chegarmos ao fim do caminho. Nosso destino é inevitavelmente o chão.”

    Presa no elevador com o principal culpado de suas insônias, Roberta confessa todos os seus pecados enquanto entra em uma crise e pensa que morrerá. Mas enquanto abre seu coração, e fala sobre tudo que lhe incomoda e ainda tira uma casquinha dos dois mundiais que seu time tem e o de Átila não, Roberta se sente incrivelmente leve, enquanto o mais novo dos Benite se sente incrivelmente culpado. Dois lados da balança, entende?

    “— Sabe quanto dói não ter um mundial?
    — Não, tenho dois.”

    E você deve estar pensando que eu já estou contando tanto da história, mas acreditem vocês, tudo que eu falei está entre os 10% iniciais da história. São mais de 800 páginas de puro sentimento. Lembram o que falei logo ali acima? Uma forte tempestade de sentir.

    Mas o caminho para um possível romance desses dois é sinuoso. Os dois personagens carregam consigo dores fortes demais. Átila perdeu toda a capacidade do seu coração bater quando ele foi abandonado pela mulher da sua vida anos atrás; e Robie carrega também uma dor que poucos são capazes de entender, e olha, graças a Deus, é uma dor que eu jamais entenderei. Mas se com a dor, Roberta se tornou uma mulher forte, apaixonada e desejosa por um lar cheio de amor e um conto de fadas, Átila por sua vez não consegue lidar com isto de jeito nenhum. O amor é uma palavra totalmente banida do seu dicionário. De sua vida.

    “Eu te amo não é bom dia para dizer quando acorda. Eu te amo não é boa noite para dizer antes de dormir. Eu te amo não é adeus para ser usado para se despedir. Eu te amo não é aquilo que a gente diz para alguém ficar. Eu te amo a gente não diz para agradar. Não é aquilo que a gente diz para se safar. Não se diz por dizer. Nunca deveríamos dizer. Nunca deveríamos precisar dizer porque, quando se ama alguém de verdade, nada precisa ser dito. Nada.”

    Brasil e Benite são totalmente opostos, mas de um jeito deles, eles conseguem fazer durar uma relação tão bela como a deles. Uma amizade que permanece e que não precisa de mais para ser. Eles são amigos. Eles fazem funcionar esta amizade. Até que tudo desmorona. E eles provam um ao outro, que o que começou errado pode sim terminar certo. Mas, será que o Átila será capaz de entregar aquilo que tanto significa para a Roberta?

    Foi essa a minha pergunta que eu fiz durante toda essa leitura. Eu sou uma grande admiradora de finais felizes e sempre que acontecia algo na história deles, eu me perguntava “eles vão conseguir viver com o que o outro não pode dá?” e eu sempre torcia para que sim. Para que eles dessem certo. E foi uma jornada grandiosa acompanhar o que Raiza fez ao longo das mais de 800 páginas dessa história. Ela prometeu risadas e dei gargalhadas. Ela prometeu um mocinho de arrancar suspiros e nos foi entregue. Uma mocinha que desejamos ser amigas e a Robie está aí para provar. Ela prometeu uma família louca em todas as nuances e em todos os seus integrantes, bom, temos os homens Benites aí para provar este ponto. Ela prometeu emocionar e minhas lágrimas ainda surgem nos olhos se eu pensar na história. A Raiza prometeu muito nesse livro e eu pensei que em algum momento, não ia dá. São quase 1000 páginas, muitos sentimentos, muito a tratar, é natural que algo faltasse, né? A Raiza veio e mostrou que não, nada faltaria. A história de Átila e Roberta seria entregue. E só seria entregue se fosse completa. Se fosse deles.

    “O amor para mim se assemelha a uma queda dessa altura. Quando conhecemos alguém, que nos faz querer correr o risco, nós fechamos os olhos, pegamos um impulso e pulamos de peito aberto. Depois nós caímos. Essa é sempre a melhor parte. Cair de amores por alguém.”

    E no decorrer da leitura muitos sentimentos vieram. Sabe aquele livro que você simplesmente não consegue largar, não consegue parar de pensar e sempre que você acaba é imediato pensar que a leitura deveria ter sido feita de forma mais lenta para ser aproveitada por mais tempo. Foi impossível não me sentir envolvida nos jantares da família, pensar em quais seriam os novos nomes dos objetos que a Robie nomearia, no novo chick-lit que o Átila leria, porque sim, pessoas bonitas, o homem adora um romance contemporâneo, além do Palmeiras.

    E como bem falei das dores que cada um carrega consigo, quando eu soube da história da história da nossa freirinha, foi instintivo querer chama-la para minha casa e aninhá-la sob meus cuidados. Roberta desperta na gente esse desejo natural de quere cuidar dela. E meu coração doeu cada maldita vez que ela sentia uma dor que a sufocava.

    Contudo saber a dor de Átila, a dor responsável por fazer morreu seu coração… nossa! Fez morrer um pedacinho do meu também. Eu até hoje, uma semana depois da leitura, ainda não sei como falar o que todo seu passado causou em mim. Eu li a história e imediatamente fui jogada no nada. Em um nada cheio de dor e solidão. Certa vez ouvi que o amor nem sempre é alegria, ele sempre traz consigo um pedaço de dor e o Átila sentiu isso. Sentiu essa dor todos os dias de sua vida.

    “Existem dois tipos delas, sabe? Dois tipos de feridas de amor. Aquelas que cicatrizam e aquelas que não cicatrizam. Aquelas que nos matam e aquelas que nos fortalecem. Aquelas que nos fazem querer morrer e aquelas que nos acordam para a vida.”

    E por mais que a história tenha esses picos muitos tensos, existem cenas que são impossíveis não rir e desejar participar da família. O papai é um dos meus personagens favoritos e junto com ele, quando a Dirce, sua bengala, entrava em ação, Dios Mio era simplesmente tudo hahaha. Vocês acreditam que esses homens grandes não podiam ouvir o som da bengala tocando no chão que já se tremiam todo?

    E não vamos esquecer da Bruna, namorada do Gael, e a primeira pretendente a ganhar o par de anel dos herdeiros Benites. Ah, deixem me contar essa história! Ela é ótima e mostra toda a grandiosidade e sagacidade do Papai.

    Joaquim Benites quando decidiu investir no ramo de joias após passar por uma grande reviravolta em sua vida e achar seu rumo, e loucura e razão e existência na terra do Samba e Futebol, deixando para trás a Terra das Massas. Logo, o que um joalheiro poderia entregar àqueles que são tudo para ele? Sua primeira criação. Por isso, cada filho recebe um anel com uma joia especifica. E mais, cada anel tem seu par. Par esse que é para sua alma gêmea. Aquela digna de conhecer toda sua história.

    Será que o dono da pedra de Opala entregará seu par para a mulher da sua vida? Bom, não posso responder. Mas eis o que eu posso dizer: se o Papai entregasse um anel para toda mulher que se apaixonou perdidamente pelo Átila, pois bem, estaria eu lindíssima exibindo minha joia por aí.

    “O par do meu anel. O par do meu rumo.”

    Te Juro Amor em Silêncio foi uma história que me tirou o chão. Foi uma história que me fez chorar e me fez pausar a leitura algumas vezes porque a carga que vinha com os capítulos eram demais. Sufocava, às vezes. E toda vez que eu me sentia assim, eu pensava “imagine como eles passaram por tudo isso sem sufocar” e foi após uma das minhas pausas que eu disse para mim mesma que isto era somente um livro. E foi neste momento que eu percebi que TJAS se tornou meu livro favorito do ano por isso. Porque ele me fez viver essa história. Me fez viver a dor de cada personagem, a risada e os sonhos. Foi quase como se a Raiza tivesse pego minha mão e tivesse dito “Mari, nós vamos dá um passeio” e me levado para uma realidade paralela onde eu era a Roberta e o Átila de tão intensa foi a forma que eu senti a dores deles.

    E não posso deixar de mencionar algo que possui grande valia na minha vida, assim como na vida desses personagens: a lealdade pelos seus. Eu amo e sou extremamente leal às pessoas que possuem algum pedaço do meu coração. E os bambinos do Papai também são. É incrivelmente lindo ver a interação desses quatro, ainda que rolem uns socos de vez em quando. Eles se amam e para isso não é preciso falar nada. É só verem que um mataria pelo outro. Gente, eles esconderam o que sabem sobre o Iate do pai! O Iate querido! Tem maior prova de lealdade que essa? Ahahahah

    “Para o azar dele, nós somos esse tipo de irmãos: aqueles que, acima de tudo, também são melhores amigos. Somos o que há de mais valioso na vida uns dos outros.”

    Nunca tinha lido nada da Raiza e Graças ao Bom Pai comecei pelo a história que eu julgo será sempre minha favorita dentre suas obras. Que orgulho dizer que meus melhores livros do ano foram escritos por mulheres E mulheres brasileiras. É de aquecer o coração.

    Meu único pedido é que você leitor por essa embarcar nessa história onde uma mulher ama amar e um homem não suporta ouvir as três palavrinhas que fazem com que (quase) tudo aconteça no mundo. Juntos, Roberta e Átila nos provarão que o amor pode vir de várias formas. Até em silêncio.

    “Átila pode não ser muito bom com as palavras, mas nunca conheci alguém que fosse melhor com atitudes.”

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