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[Resenha] Querida Tia – Valérie Perrin

capa do novo livro de Valérie Perrin, Querida Tia

Em 2022 eu conheci uma autora chamada Valerie Perrin, de origem francesa, e seu livro de estreia no Brasil, “Água Fresca Para as Flores” e me tornei muito fã da autora! E agora em junho chegou às livrarias seu novo livro, “Querida Tia” e eu, obviamente, li e vim aqui falar dele para vocês!

Dados da Obra

“Colette foi uma mulher sem história. Pelo menos, era nisso que Agnès, sua sobrinha, acreditava até o dia em que recebe uma ligação da polícia, comunicando o falecimento da tia. Ela é pega de surpresa, afinal, Colette havia sido enterrada três anos antes no cemitério de Gueugnon. 


Por ser a parente viva mais próxima, cabe a Agnès voltar à cidadezinha da Borgonha e reconhecer o corpo. Se o óbito da tia for mesmo confirmado, quem estaria enterrada em seu lugar? E por que Colette fingiria a própria morte? 
Essas e outras perguntas marcam o início de uma profunda investigação do passado. Com a ajuda de velhos amigos, testemunhas inesperadas e uma misteriosa mala cheia de fitas cassete, Agnès reconstrói a história de sua família, cujo destino está ligado a um circo de horrores, à única sobrevivente de uma família judia exterminada pelos nazistas, aos eventos envolvendo um célebre pianista e um assassino sem escrúpulos, às manobras traiçoeiras de um predador sexual e à paixão desenfreada pelo time de futebol de Gueugnon. 


Com a delicadeza e a sagacidade que a consagraram em Água fresca para as flores Três, Valérie Perrin nos conduz por um emaranhado de histórias e reviravoltas, no qual a capacidade inerente dos personagens de amar e resistir pode suplantar a força do remorso e do medo. Permeada por momentos de ternura e humor, a jornada de Agnès e Colette nos impele a fazer mais uma pergunta: teriam as palavras, escritas ou ditas, o poder de mudar o nosso presente e até nos revelar um outro passado?”


Opinião de Querida Tia – Valérie Perrin

Em “Querida Tia” vamos fazer uma viagem para o final de outubro de 2010 quando Agnès recebe uma ligação informando que sua tia paterna faleceu. O problema? É que essa mesma tia já tinha falecido há três anos.

Então Agnès volta à cidade pequena em que passava as férias e onde sua tia morou para tentar descobrir os mistérios que envolvem sua vida e ela não sabia.

Chegando lá, ela ganha uma bolsa com mais de 50 fitas em que Colette gravou para sua sobrinha explicando sua histórias e detalhes que jamais foram do conhecimento dela e das pessoas próximas à ela.

Agnès conta com ajuda dos seus velhos amigos, não apenas para descobrir os mistérios que envolvem a vida da sua tia, mas também para se redescobrir após um divórcio não superado e uma crise em sua carreira.

A escrita da Valérie uma coisa à parte. Ela é poética e sensível ao mesmo tempo que te deixa angustiada conforme as páginas vão passando e as coisas se desenrolando, sabe?

Ela tem uma forma característica de escrever que, além de inserir e trabalhar com muitos personagens e pontos de vistas, ela narra a história indo e voltando no tempo. E ela faz de forma maestral, pois tudo é apresentado não para confundir o leitor, mas para explicar tudo de maneira que as pontas fiquem presas conforme vamos avançando e descobrindo para onde ela vai nos levar.

Quando li “água fresca para as flores” eu fui muito arrebatada pela escrita da Valérie; em “Três” não foi muito diferente e em “Querida Tia” ela repete a fórmula de me deixar envolvida em suas histórias e na trama que ela nos conta. Além de nos aproximar dos personagens de forma a nos fazer simpatizar e torcer por eles, assim como reclamar também. Afinal, eles são tão humanos e cinzentos que, às vezes, nossa única vontade é sacudir eles e falar: “ACORDE PARA A VIDA, MEU BEM!!!”.

Mas uma coisa que acontece quando você lê muito uma autora e descobre sua forma de contar histórias, é que você consegue descobrir algumas coisas e o plot desse livro eu descobri um pouco antes da revelação e achei ótimo mesmo assim.

A verdade é que achei a obra toda muito boa. Valérie sempre aborda temas importantes em suas obras e de grande relevância para a sociedade. Já tratou sobre luto, violência doméstica, vivência lgbtqiap+ e agora ela traz assuntos como abuso sexual durante a infância, adoção, divórcio, autodescoberta.

E preciso dizer: que delicia foi ler uma personagem que gosta tanto de futebol e é apaixonada pelo time da sua cidade porque eu me identifiquei muitooo!! Amei tanto! Aqui eu sou muito fã do Sport Club do Recife e fico acompanhado tudo do time – eles só não me conhecem como é o caso da Colette. rsrs

“Querida Tia” é mais uma obra que prova a genialidade da Valérie Perrin e o porquê, para mim, ela é uma das melhores autoras da atualidade!


E você, já leu algum livro da Valérie? Se sim, qual? Gostou? Comenta aqui, vamos conversar!

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